Underground-Files#5 – The Spirit
May 26th, 2009 | por Jeysser

Em Junho de 1940 Will Eisner criou The Spirit, uma série de quadrinhos que passou a ser publicada em um jornal dominical. Eisner trabalhou como editor, mas também escreveu e desenhou a maioria das histórias. The Spirit era um dos nomes de Denny Colt, um homem que foi considerado morto, mas que na verdade vivia secretamente como um anônimo lutador no mundo do crime. As histórias abordavam uma larga variedade de situações: crime, romance, mistérios, horror, comédia, drama, e humor negro.
As histórias de The Spirit tinham sete páginas cada. As 16 páginas da seção do jornal normalmente incluíam mais duas histórias com quatro páginas cada (inicialmente Mr. Mystic e Lady Luck). A história mostrava semelhanças com Batman e Dick Tracy, com vilões coloridos e era contada em sequência rápida. Sua origem e a máscara negra lembra o popular Lone Ranger.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Eisner se alistou no exército. Na ausência dele, o sindicato que comercializava seus quadrinhos passou a usar escritores e artistas fantasmas para continuar a história. Porém, muitos fãs acreditam que as melhores histórias são aquelas que Will Eisner escreveu e desenhou. Eisner desenvolveu um estilo cinematográfico; com o uso de sombras e ângulos diferentes de visão (inspiração de tirada de Film noir). E desenhava de forma que o leitor se identificasse com o personagem. O título “The Spirit” era normalmente integrado ao fundo ou a paisagem da primeira página de cada série.
The Spirit parou de ser publicado em meados dos anos cinqüenta, quando passaram a ser publicadas as ” histórias de Trip to the Moon ” por Eisner e Wally Wood.
Levando em consideração as características atuais, The Spirit foi publicado por muitos anos. Kitchen Sin Press publicou reimpressões extensas da série, primeiro em formato grande e preto e branco e como os tradicionais livros que eram vendidos no comércio. Antes mesmo do falência da editora, uma nova série de The Spirit passou a ser produzida por muitos talentos dos quadrinhos. Atualmente a DC Comics está relançando a série. A última aparição de The Spirit (produzida por Eisner) está em um número recente de The Escapist, publicação da Dark Horse Comics.
Em 2008, no Brasil, foi publicado um encontro entre Batman e The Spirit escrito por Jeph Loeb com arte de Darwyn Cooke.
The Spirit e outras mídias
A personagem foi o tema de um filme feito para televisão em 1986 e foi estrelado por Sam Jones como The Spirit e com a atuação também de Nana Visitor. Eisner desaprovou o tom do filme que tendeu para a paródia, se assemelhando a série de TV do Batman produzida nos anos 60. Embora tenha sido considerado um piloto para uma nova série, o projeto não foi levado adiante.
The Spirit teve aparição rápida no filme de animação The Iron Giant .
Em 2008, estreou uma nova versão cinematográfica, escrita e dirigida por Frank Miller (autor das histórias em quadrinhos Batman – O Cavaleiro das Trevas, Ronin, por uma fase célebre do Demolidor e por Sin City). Miller utilizou as mesmas técnicas empregadas em Sin City, com uma visão particular da personagem, apostando em sua capacidade de reinventar personagens clássicos (afinal, o Batman que conhecemos hoje deve muito a reinterpretação de Miller). Mas o filme foi duramente criticado pelas diferenças com relação à obra original e foi um fracasso de bilheteria.
The Spirit – o filme-bomba de Fran Miller
A exemplo de Sin City – A Cidade do Pecado, temos aqui um visual impactante, bastante fiel a linguagem dos quadrinhos. A utilização do contraste entre tons de cinza e cores quentes, como o vermelho, por exemplo, garante um aspecto que chega a impressionar pela sua beleza e plasticidade em algumas cenas.
Mas se os aspectos visuais tiveram uma atenção especial o mesmo não se pode dizer da narrativa escolhida. Fidelidade de transposição de uma obra de um meio para outro não significa, de modo algum, fazer uma cópia. Cinema e literatura (nesse caso HQ) podem ter visuais parecidos, mas o ritmo e a linguagem são completamente diferentes.
Lamentável que Frank Miller, autor de obras como Sin City ou Os 300 de Esparta tenha uma estréia tão pífia na direção. Não por falta de qualidade da obra original ou por falta de talento. Mas pela insistência em querer fazer da tela do cinema um grande gibi. Como diretor, Frank Miller continua sendo um ótimo quadrinista.

Não curto muito Spirit,na minha opinião as melhores obras de Eisner são as autobiograficas “O Edificio” e “No coração da tempestade”
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O filme prometia tanto, mas depois q vi o trailer nem tive coragem de ver nos cinemas; um dos meus personagens favoritos da minha adolescência!!!
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Gostei Bastante do Texto :good:
Eu conhecia The Spirit apenas por nome, não fazia nem idéia do que se tratava, quanto ao filme, nem tive coragem de me arriscar para assistir aquela bugeda.
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O grande problema do filme é que o Frank Miller achou que poderia fazer um Spin-off de Sin City com o personagem e é obvio que isso não deu certo. A linguagem, o cenário do personagem podem até se parecer mas, dai a fazer tudo idêntico? Ficou tão bom quanto Estrume de vaca Skrull… :negative:
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