[HQview] Starman – Volume 1

January 11th, 2010 | por Vlad 'Focus'

Starman-v1-HQview

Starman-v1-0Em dezembro de 2008, a Panini Comics lançou no Brasil o primeiro encadernado de uma das melhores séries dos anos 1990: Starman, com roteiros de James Robinson e arte de Tony Harris, reinventando o herói da Era de Ouro da DC Comics para uma nova geração. O encadernado reúne as edições #0 à #8 da série, publicadas originalmente entre 1994 e 1995. Vamos à sinopse:

O que define um herói? É uma qualidade inata? Um legado passado de geração em geração? Ou é algo que você se torna depois de passar por uma difícil prova? JACK KNIGHT, filho do Starman da Era de Ouro, está prestes a descobrir. Proprietário de uma loja de antiguidades e artigos colecionáveis em Opal City, o que Jack menos quer é seguir os passos de seu pai. Mas o destino não concorda com sua opção e o fará repensar seu papel. Jack terá que fazer uma escolha. e isso pode o levar ao estrelado no mundo dos super-heróis ou a um frio túmulo. O que define um herói?
Escrito pelo genial James Robinson (SJA, Superman) e com arte dos talentosos Tony Harris (Ex Machina, Obergeist) e Wade von Grawbadger (Nova Onda, Vilões Unidos)

Formato: 17 x 26 cm
Colorido
260 páginas
Capa dura

Roteiro: James Robinson
Desenhos: Tony Harris

Nos anos 90, a DC Comics estava tentando revitalizar seus personagens, para apresentá-los para uma nova geração de leitores que estava surgindo. Assim, muitos heróis (Batman, Mulher Maravilha, Arqueiro Verde, Lanterna Verde, etc.) passaram seus mantos para outras pessoas, enquanto outros (Superman, Flash, Gavião Negro, Aquaman, etc.) foram revitalizados, criando assim um novo ponto de partida para quem quisesse começar a acompanhá-los. Nessa leva, a DC chamou o roteirista inglês James Robinson para reinventar o Starman, um herói da Era de Ouro que andava meio esquecido nas histórias daquela época. É verdade que vários outros Starmen foram criados antes disso (e Robinson se utiliza disso em sua serie), mas o primeiro e verdadeiro Starman, Ted Knight, ainda estava vivo, porém esquecido.

A série começa então no número #0 (em virtude da saga Zero Hora, mas isso não tem a menor importância na história), com David Knight, filho de Ted Knight, em uma de suas primeiras missões assumindo o manto do pai, que já está velho demais pra atuar como super-herói. Mas não temos nem tempo pra nos acostumarmos com o cara, pois já na terceira página ele leva um tiro no peito e cai morto do alto de um prédio. Este é o pontapé inicial do primeiro arco de histórias, “Os Pecados do Pai”, que se passa entre as edições #0 e #3, e que vai levar o relutante filho mais novo de Ted, Jack Knight a assumir o lugar de seu pai e seu irmão como o novo Starman, porém sem vestir o ridículo uniforme vermelho e verde com uma barbatana na cabeça e uma estrela gigante no peito.

Jack Knight não é um super-herói. Ele nem mesmo tenta ser um, pois sabe que não leva jeito pra coisa. Jack é apenas um vendedor de quinquilharias colecionáveis com sua lojinha em Opal City. Mas ele é obrigado a tomar uma posição e empunhar o bastão de Starman quando um antigo inimigo de seu pai resolve realizar uma vingança final, matando toda a família de Ted Knight e destruindo tudo relacionado a ele. Como diz seu pai, Jack pode não querer, mas quando se é um super-herói, as esquisitices sempre te encontram.

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As edições #4 à #8 seguem mostrando um relutante Jack Knight encontrando sempre alguma das esquisitices profetizadas por seu pai, incluindo um alienígena azul que já foi chamado de Starman e seu falecido irmão. Um personagem muito importante, que tem inclusive uma história somente dele neste volume, é o Sombra, outro refugo da Era de Ouro.

James Robinson constrói um mundo admirável em torno de Jack Knight e Opal City. Como ele mesmo diz, ele molda a cidade do jeito que quer, para se adequar ao estilo de histórias que ele deseja contar. E a personalidade de Jack é quase que uma autobiografia do próprio Robinson, ele também um afoito colecionador de quinquilharias. Os desenhos de Tony Harris também estão muito bons, suas dinâmicas de páginas são sempre interessantes.

A edição da Panini é primorosa, capa dura, papel bom e muitos extras, que incluem uma introdução pelo próprio James Robinson, algumas colunas de Robinson entre as edições, publicadas nas revistas originais, um guia de referências de todas as citações malucas do fundo do baú saídas da mente dele, um texto também dele sobre a criação do novo Starman, rascunhos de Tony Harris e um resumo da carreira dos autores. Uma edição muito boa, mas infelizmente já se passou um ano e a Panini ainda não se manifestou sobre o lançamento do volume 2. Torço pra que seja publicado, pois o material é de excelente qualidade.

Nota: 9,0

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