[HQview] Star Wars #12
January 7th, 2010 | por Vlad 'Focus'

Na edição 12 de Star Wars, publicação da On Line Editora, além das quatro séries, temos algumas mudanças importantes na estrutura da revista. Agora temos as capas originais e um bom resumo da história antes de cada série. Também contamos com uma seção de cartas, o que é essencial pro leitor se sentir prestigiado. Pra isso, a revista ganhou algumas páginas a mais, sem aumento no preço de capa. Palmas pra On Line Editora! A única mudança que eu não gostei foi na ordem das séries, que antes seguia cronologicamente e agora não tem mais ordem aparente. Fora isso, as mudanças mostram um amadurecimento da editora, que não tinha tradição na publicação de quadrinhos.
Sem mais delongas, vamos logo à sinopse da revista:
Dark Times: Darth Vader contra Celeste Morne na conclusão do segundo capítulo do crossover Vector.
Knights of The Old Republic: Zayne Carrick no resgate de seu pai.
Rebellion: O ataque dos rebeldes à estação Bannistar.
Legacy: Uma viagem pela psiquê de Cade Skywalker.
Star Wars #11
100 páginas
R$ 8,99
On Line Editora

Dark Times (Tempos Sombrios)
Vector – Capítulo 2, Parte 2
Roteiro: Mick Harrison
Arte: Dave Ross e Douglas Wheatley
Na conclusão do segundo capítulo do crossover Vector, Darth Vader continua lutando com Celeste Morne, que quer impedir de qualquer jeito que ele obtenha o Talismã Muur. A praga Rakghoul é liberada, o que acaba transformando todos os stormtroopers que acompanhavam Vader em monstros. O capitão Heren e a tripulação do Uhumele conseguem fugir, mas não sem perder mais um de seus integrantes.
Esse segundo capítulo de Vector teve um roteiro bem fraquinho, que se resumiu à luta de Darth Vader contra Celeste Morne. É verdade que a luta de sabres de luz é muito boa, mas não aconteceu nada além disso. Mas apesar de os personagens principais da série terem virado meros coadjuvantes nessa história, não podemos dizer que foi um crossover barato, já que acarretou na morte de um dos tripulantes da Uhumele. No balanço final, pra quem só acompanha por essa revista e não leu o primeiro capítulo (como eu), a história foi simplesmente a luta de Darth Vader contra uma Jedi misteriosa que carrega um amuleto misterioso (e muito poderoso) e que fala com um fantasma misterioso. E esses mistérios só vão ser solucionados quando lermos o primeiro capítulo da saga, que só será publicado na edição #25, em Knights of The Old Republic. Mas antes disso, leremos o terceiro capítulo, daqui a três edições (na #15), nas páginas de Rebellion.

Knights of the Old Republic (Cavaleiros da Antiga República)
Reunião – Parte 2
Roteiro: John Jackson Miller
Arte: Harvey Tolibao
Na conclusão do mini-arco Reunião, Zayne Carrick descobre que os caçadores de recompensas que sequestraram seu pai foram contratados pela sua antiga mestre Raana. Junto com Gryph, ele usa a ganância dos caçadores para causar confusão entre eles e resgatar seu pai.
Mais uma boa edição de Knights of The Old Republic! Aqui, vemos mais um pouco dos antigos mestres Jedi de Zayne. Em histórias anteriores vimos Lucien Draay e agora vemos Raana. Ao contrário de Draay, Raana não parece muito convencida de que está fazendo o necessário para manter o equilíbrio da Ordem Jedi. Ela contrata caçadores de recompensa e usa a família de Zayne para chegar até ele, como faria um bom Sith. Sinal de que o Lado Negro estaria se aproximando?
Outro destaque da história foi o encontro de Zayne com seu pai. Depois de libertá-lo e ver que ele não o tratou como um assassino, Zayne vira pra ele e diz: “Pai… hummm… Você nunca me perguntou se eu fiz mesmo o que disseram.” No que o pai responde: “Não, nunca perguntamos. Conhecemos você. Sabemos que não. E se fez, bem… Provavelmente foi porque teve que fazer.” Depois de tal declaração de confiança, Zayne nem precisa se explicar.
O roteirista John Jackson Miller continua mandando muito bem, explorando de maneira excelente as personalidades não só dos personagens principais, mas também dos coadjuvantes e dos antagonistas. E esse desenhista novo também é muito bom, mantendo o padrão de bons desenhistas da série.

Rebellion (Rebelião)
Pequenas Vitórias – Parte 2
Roteiro: Jeremy Barlow
Arte: Colin Wilson
Depois de sacrificar a nave Rebel One, Luke Skywalker, Leia, Deena Shane e Basso falham miseravelmente em sua tentativa de explodir Bannistar, a estação de reabastecimento do império. Eles são capturados e tornam-se prisioneiros imperiais.
Na edição passada essa história tinha me parecido que seria aquele roteiro bem clichê, com alguns se sacrificando para que outros pudessem desferir um importante golpe no império. Mas essa edição me surpreendeu, com a missão dando completamente errado. Devo admitir que nunca fui muito com a cara do Luke, então eu gostei de vê-lo se dando mal.
Um ponto negativo vai pro desenhista, que não é ruim, mas em algumas cenas destrói completamente os rostos dos personagens. Um exemplo disso está no terceiro quadro da página 62, onde o Luke está irreconhecível, mais parecendo o rosto do imperador Palpatine, de tão deformado.

Legacy (Legado)
Fantasmas – Parte 2
História: John Ostrander e Jan Duursema
Roteiro: John Ostrander
Desenhos: Jan Duursema
Depois de um encontro com os Yuuzhan Vong que trabalhavam com seu pai, Cade Skywalker novamente entra em uma espiral de negação do seu legado e das tradições Jedi, o que o leva a um confronto com o mestre Wolf Sazen e de volta às lembranças de quando ele ficou perdido no espaço, após a batalha de Ossus, e foi resgatado pelos piratas espaciais.
Nesta edição, o roteirista John Ostrander nos leva a uma viagem introspectiva pelas motivações de Cade Skywalker, em um dos melhores aprofundamentos de personagens que eu já vi. A história é basicamente uma sessão de psicologia. Cade passa sete páginas (um terço da história) conversando com o mestre Sazen. Toda a arrogância, prepotência e egoísmo de Cade é exposta quando ele diz: “Eu não aceito isso! Não me importo que seja a maneira Jedi. Não pego o que me é dado. Pego o que eu quero pegar. Eu faço meu próprio caminho e não peço a permissão de ninguém!”. O mestre/psicólogo Sazen consegue então identificar os medos de Cade e suas raízes e ir trabalhando nelas, para trazê-lo novamente para o lado certo. O mais interessante é que essa faladeira toda não fica cansativa, pois ela é perfeitamente intercalada com um confronto físico entre os dois, com cada golpe físico representando um golpe verbal.
E no final, pra fechar a história com chave de ouro, ainda vemos o retorno de R2-D2, que é dado de presente ao Cade, com direito às clássicas conversas onde nós, leitores, somos os únicos que não entendem as falas do pequeno dróide.
Nota: 8,0 (6,0 + 9,0 + 7,0 + 10,0)
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