[Analise] Batman: Arkham Asylum

February 8th, 2010 | por DDA

OUCH!

Logo que comprei meu PS3 não pensei duas vezes e comprei logo de cara Batman: Arkham Asylum.

Mesmo assim fiquei com 2 preocupações: jogos sobre super-heróis não são os melhores, é so pensar, já viu vários títulos bons? Realmente não, apenas alguns se salvam.

Minha outra preocupação era sobre a produtora encarregada do game, a Rocksteady nunca teve tradição alguma em games, e um personagem do calibre do Cavaleiro das Trevas não pode ser tratado como qualquer um, certo?!

Ah, como eu estava tão enganado. O jogo é magnífico, uma experiência sem igual em meio a um mar de jogos de ação nessa geração. Rodando sobre a maravilhosa Unreal Engine, Arkham Asylum é de cair o queixo em jogabilidade, graficamente, em seus roteiros, e claro, na diversão do jogador.

Pra começar chamaram o cara certo para fazer o roteiro do game: Paul Dini. O cara simplesmente manda muito bem, mesmo caindo em certos clichês a trama é bem amarrada e muito bem contada ao longo da aventura. A premissa é o seguinte: o Coringa mais uma vez foge do Asilo, só que foi muito fácil capturá-lo, o que deixa o Morcego com a pulga atrás da orelha, pensando que o Palhaço da Meia-Noite está tramando algo mais sério. Batman decide acompanhar o Palhaço até a ilha Arkham, e realmente ficamos sabendo que era apenas uma armadilha do Coringa.

A principal grande mudança é logo de início, em que o Asilo Arkham não é mais a enorme mansão, e sim uma ilha, e ora, que ótima mudança! Uma ilha inteira para se explorar, o que aumenta drasticamente o cenário, que fica dividido em várias partes: Mansão, Tratamento Intensivo, Jardins Botânicos e vários outros.

Sobre a jogabilidade, é tão simples que basta apenas poucos minutos para que o jogador se acostume a ela, com apenas um botão para atacar, e ao passar da história se ganha mais gadgets, e pode-se aumentar as capacidades de tais equipamentos e aperfeiçoar as técnicas de combate utilizadas frequentemente. Outra excelente função no jogo é ficar nas sombras, e aqui realmente vemos porque o Homem-Morcego é mestre em aterrorizar os  capangas. Poder atacar silenciosamente é muito útil, já que muitas das vezes eles estão armados e não se quer chamar atenção de todos. Ah sim, o Maior Detetive do Mundo é um titulo que, convenhamos, não poderia ser deixado de lado em um jogo do Batman, e aqui é realmente empregado. O Cruzado Encapuçado faz de seu “Detctive Mode” um modo extremamente útil, já que podemos seguir trilhas deixados pelos inimigos, como sangue, impressões digitais, entre outros, e até mesmo podemos ver quantos inimigos existem na área e por meio de uma visão de raios-x!

Antes de mais nada, temos um Asilo cheio de capangas do Coringa a procura do Batman, e sim, mais e mais inimigos do Sr. Morcego a solta, o que traz algo aos games que não víamos há um certo tempo: chefes de estágio com um estilo “peculiar”. Apesar de não haver nada de mais neles, chefes de estágio com charme é o que estamos precisando.

Mas é só seguir o traço de insanidade do Coringa e derrotá-lo? Não! Há várias charadas a serem resolvidas, pois o Charada plantou várias delas ao redor da ilha, e consegue se comunicar com o Batman fazendo um Hack em seu rádio, sem contar que há centenas de fitas de entrevistas dos pacientes internados no Asilo.

Mais um ”extra” é o Espírito de Arkham, que também está espalhado pelo Asilo e revela a história por trás da fundação do Arkham. Esse extra é todo baseado na HQ de mesmo nome escrito pelo careca Grant Morrison, muito bem recebida por crítica e público.

Agora os vilões são um show a parte, muito bem categorizados, e com a suas personalidades bem distintas, o jogador fica ansioso por qual vai encontrar em seguida. Um pequeno detalhe que fiquei bastante feliz como fã é quando você é derrotado, e logo em seguida aparece o vilão escrotizando o perdedor, seja Coringa, Harlequina, Hera (ambas muito sexys), Crocodilo, Bane (que aparece quebrando a coluna, como na cena clássica da mega-saga Queda do Morcego) e Espantalho.

Espantalho é um caso a parte. Como o colococar em um desafio à altura do Morcego? Simples, utilizando o gás do medo, o vilão cria um mundo distorcido dentro da mente do Cavaleiro das Trevas, relembrando fatos do passado, a morte de seus pais, alucinações e até mesmo Batman sendo preso pelo Coringa!

E falando nele, mais uma vez rouba toda a cena. Se Ledger marca no cinema, aqui o dublador Mark Hammil (eterno Luke Skywalker) reprisa seu excelente trabalho na série animada do Morcego. O Coringa continua insano e segue a mesma linha do filme, planos que se constroem em cima de planos, e fica evidente ao seguir o mesmo exemplo que, sem dúvida alguma, é mais um ponto para a Rocksteady.

E quem poderia ajudar o Cavaleiro das Trevas? Ninguém mais do que Oráculo, mais uma estupenda decisão dentro de um jogo grandioso, sem muito envolver o passado confuso do Morcego, colocar Oráculo como parceira do Batman é uma excelente decisão.

Resumindo: um marco em jogos baseados em personagens de HQs! Um enorme desafio em que quase tudo sai perfeito!

PS: A cela do criminoso/lunático Calendário, que comentamos no ComicPod Longo dia das Bruxas está lá! Easter Egg sensasional!

Prós: Jogabilidade excelente, campanha single-player fantástica, roteiro muito bem amarrado.

Contras: Faltou vilões, e jogando pela segunda vez vai se notar que a aventura é curta!

Nota: 9,0

Que venha a continuação!

Um Comentário Para: [Analise] Batman: Arkham Asylum”

  1. Heitor Moraes says:

    Faltou comentar sobre os desafios fora do modo história.

    O jogo tem um sistema de desafios com ranking on-line – o que minimiza a falta do multiplayer.

    Os desafios tomam bastante tempo.
    Principalmente para obter 3 marcadores (morcegos) nos combates.

    Os desafios de stealth são os mais emocionantes.

    Para quem tem PS3, há ainda os desafios com o Coringa.

    Sem falar no conteúdo extra gratuito para Live/PSN.

    Minha versão é Colecionador, tem um mata de “combate infinito” no beco do crime.
    Algumas unidades de Pré-venda, vieram ainda com um mapa do espantalho, similar aos outros combates, porém sob efeito do gás!

    [Reponder]

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